Tesouro Direto é investimento seguro e rentável

Com apenas R$ 30, já é possível investir em títulos públicos

Em períodos de ajuste econômico, como o atual, controlar a alta da inflação requer políticas de juros altos. E é justamente nesses momentos que os títulos públicos, e mais precisamente o Tesouro Direto, se tornam bastante atraentes. O Tesouro Direto é considerado uma aplicação financeira defensiva, ou seja, acompanha os juros e a inflação. Hoje, a taxa de juros está sendo elevada para controle da inflação. Por isso, o TD aparece como uma ótima opção, já que é atrelado à taxa SELIC (taxa básica de juros), garantindo um retorno alto e seguro.

“Títulos públicos financiam a dívida e os gastos da União. Quando você investe no Tesouro Direto, está emprestando dinheiro para o Governo, ganhando juros com esta operação. Portanto, quem paga os juros é o governo federal”, explica Agostinho Celso Pascalicchio, economista e professor da Universidade Mackenzie.

Toda a operação é feita pela internet, no portal do Tesouro Direto. Lá, os interessados realizam um cadastro e selecionam a instituição financeira que vai intermediar todo o processo. De acordo com Osmar Visibelli, docente do curso de Administração da Universidade Anhembi Morumbi, é importante observar as taxas administrativas cobradas em cada um dos bancos e corretoras. “A partir de R$ 30, o investidor poderá operar, por meio de senha fornecida pela instituição escolhida, comprar e vender títulos públicos, que são investimentos de renda fixa. Ele trabalhará, portanto, com prazos e taxas de juros conhecidos. O valor máximo de aplicação é de R$ 1 mil por mês”, afirma Visibelli.

Caderneta de poupança ou Tesouro Direto?

Investimento mais popular do país, a caderneta de poupança também apresenta baixo risco, com um rendimento de 70% da taxa SELIC mais TR (Taxa Referencial). “O rendimento da poupança é de 6% mais TR quando a SELIC for maior que 8,5%. O rendimento é isento de imposto de renda para investimentos até R$ 50 mil. Esta aplicação tem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)”, afirma Pascalicchio.

Já o rendimento do TD costuma ser superior ao da poupança, apresentando um desempenho muito próximo à taxa SELIC. Entretanto, conforme revela o economista, o aplicador deve estar atento ao fato de que pode estar realizando aplicações prefixadas ou pós-fixadas, o que muda a rentabilidade final da aplicação.

“Títulos pré ou pós-fixados são diferenciados em relação ao conhecimento dos retornos, o que acontece ao final da operação, em seu vencimento. Em momentos de alta da inflação, a melhor opção seriam títulos pós-fixados, uma vez que é mais difícil prever o comportamento futuro dos preços em um ambiente inflacionário”, completa Osmar Visibelli.

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