Sua visão sobre riqueza x suas finanças

“Crenças como ´dinheiro é sujo´ ou ‘ricos são exploradores’ acabarão por te afastar do dinheiro e de todo o tipo de riqueza.

Uma sociedade como a brasileira, em que a desigualdade entre pobres e ricos é muito grande, ser “rico”, muitas vezes, não é uma situação vista com bons olhos. Os especialistas em educação financeira, no entanto, dizem que essa mentalidade devia ser reversa, ao invés de enxergar a riqueza com olhares críticos.

“Crenças como ´dinheiro é sujo´ ou ‘ricos são exploradores’ acabarão por te afastar do dinheiro e de todo o tipo de riqueza. O grande drama financeiro da vida não é ´levar dinheiro para o caixão´, como se costuma dizer, mas, sim, não ter dinheiro para comprar o caixão”, afirma enfático, o educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro e autor do livro “Separe uma verba para ser feliz” (Editora Gente).

Para quem tem “preconceito” em relação ao dinheiro – o que pode, sem que a pessoa perceba, ser uma pedra no caminho da estabilidade financeira –, Calil recomenda um exercício de reflexão: “É preciso entender que, ao enriquecer, você poderá ser mais feliz e, melhor, poderá ajudar mais pessoas a serem felizes”, afirma.

Para o mestre em Administração e autor do livro “Quanto Custa Ficar Rico?”, Paulo Portinho, enriquecer não é tornar-se rico segundo padrões convencionados pela sociedade, mas ter mais dinheiro do que antes. “É, por exemplo, começar o ano com aplicações de R$ 50 mil e terminar com as mesmas aplicações de R$ 50 mil, acrescido de rendimento e uma nova poupança”, diz.

Ele destaca que desfrutar de um nível de riqueza que garanta segurança e estabilidade, não significa, necessariamente, ter uma enorme quantidade de dinheiro. “Não é o volume de receita, ou seja, o salário, que faz a pessoa ter equilíbrio financeiro, mas a disciplina. Tem gente ganhando R$ 2 mil por mês com as finanças mais equilibradas do que alguns astros do futebol, por incrível que pareça." afirma.

Mas para chegar à tranqüilidade financeira é preciso “tratar bem o dinheiro”.  Depois de aprender a não ter medo de ganhá-lo, o passo seguinte é aprender a retê-lo. “Pessoas que não enriquecem, sempre querem mais dinheiro para gastar mais. Ou seja, recebem e logo em seguida livram-se do dinheiro. Não têm planos e não acreditam no poder do dinheiro como algo capaz de transformar positivamente suas vidas e sua comunidade. Já as pessoas que enriquecem não confundem o ter com o ser, acreditam que ser rico é buscar objetivos e não ter coisas”, diz Mauro Calil.

Segundo o educador financeiro, o dinheiro não precisa ser nem louvado, nem satanizado: apenas respeitado. “Se você não respeita o dinheiro ele se afastará de você, assim como um vizinho, um parente ou um amigo que são insistentemente insultados”, conclui.


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Tags: comportamento consumo dinheiro planejamento financeiro

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