Seu imóvel em um clique

Imobiliárias virtuais oferecem vantagens, mas exigem cuidados

A cada dia, as pessoas dedicam mais tempo de suas vidas ao ambiente virtual. Não é surpresa, portanto, que os empreendedores explorem esse espaço para dinamizar os seus negócios. Na área do comércio, uma das últimas novidades é a “imobiliária virtual”. Por intermédio do site, o potencial locatário pode ver fotos do imóvel, fazer seu cadastro e agendar uma visita para qualquer dia e horário da semana: o sistema, de modo automático, cruza as informações com as agendas dos corretores e marca a visita.

Além da praticidade, esses sites oferecem facilidades como a possibilidade de realizar contratos mais curtos e usar o cartão de crédito como garantia, para tornar o processo de locação mais ágil e menos burocrático. Porém, quem vai alugar precisa ter cuidados. “Nisso tudo há uma série de riscos. O cliente pode menosprezar a necessidade de conhecer a empresa com a qual está tratando e fechando negócio. Essa distância torna possível uma série de fraudes, que devem ser evitadas. É importante para aquele que negocia no setor imobiliário conhecer com quem trata e, principalmente, conhecer muito bem o imóvel que está alugando, por melhores que sejam as fotos enviadas pela imobiliária”, alerta o advogado Gilberto Carlos Maistro Júnior, coordenador pedagógico do Curso de Especialização em Direito e Operações Imobiliárias do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo.

O professor aconselha não apenas a colher informações acerca das empresas – checar o registro, obter referências de clientes e observar se não há reclamações registradas em sites de defesa do consumidor, por exemplo – como, se possível, ir à sede da empresa antes de fechar negócio. “Também é importante verificar como se dá a gestão das questões contratuais após a celebração do negócio. A falta de contato não raro dificulta a vida do consumidor desses serviços depois de concretizada a negociação”, afirma o advogado.

Mais um detalhe importante: os corretores devem ser credenciados pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis - CRECI. “Vale lembrar, também, que a lei que rege tais contratos não sofre alteração a partir do modo com que opera o corretor ou empresa do setor no mercado”, destaca o advogado.

Ele explica, ainda, que a locação de imóveis consiste em um contrato de “execução continuada” e que, portanto, não se esgota no ato da contratação. Por isso, questionar cada detalhe do atendimento que será dado pela imobiliária, durante todo o tempo de uso do imóvel, é fundamental para evitar problemas futuros. “Desconfie de vantagens excessivas: ninguém ‘faz mágica’ no mundo dos negócios”, alerta.

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