Previdência complementar: investimento ou reserva?

Modalidade permite que a pessoa tenha independência financeira em idade mais avançada

Além de servir como um complemento para a renda do INSS, a previdência pode ser utilizada para outras finalidades inclusive como um investimento. “Muitas pessoas têm a visão de que a previdência complementar é apenas a versão privada da pública e isso é um grande equívoco”, explica o economista pela Universidade de São Paulo (USP) André Massaro.

Com baixo risco, perfil conservador e menores custos de manutenção, a previdência complementar pode ser uma excelente opção de investimento para aqueles que procuram uma forma segura de aplicar. “Quem tem um objetivo de longo prazo e pode dispor de pequenas quantias mensalmente, a previdência é um dos melhores investimentos que existem”, afirma Enio Girão, especialista em investimentos da Geração Futuro.

O especialista explica que o investidor deve entender a previdência privada como um investimento de longo prazo, dividido em duas fases. “A primeira fase é de acúmulo, quando o participante deposita uma quantia mensal preestabelecida. A segunda fase é a da renda, quando o participante recebe os recursos acrescidos dos rendimentos obtidos”.

A previdência complementar oferece a possibilidade de acumular um montante capaz de proporcionar liberdade financeira em idade mais avançada. Isso significa que o dinheiro investido em longo prazo gera uma quantia que pode garantir a quem investe mais tranquilidade e qualidade de vida na aposentadoria.

“Como reserva financeira, a previdência complementar também funciona, já que a quantia pode ser utilizada caso ocorra alguma emergência, em um momento de falta de recursos, por exemplo”, explica a educadora financeira Joana D’arc Oliveira.

Cuidados essenciais
Seja qual for o objetivo da previdência, o economista André Massaro alerta para o passo a passo que deve ser observado antes da contratação de um plano:

Passo 1: definir seu perfil e metas como investidor.
Passo 2: tirar todas as dúvidas sobre o plano, incluindo o histórico de rendimentos.
Passo 3: escolher o modelo de plano mais adequado ao seu perfil.

 

Tags: André Massaro futuro investimentos previdência previdência complementar

Veja mais