Orçamento na mão e nada de dívidas!

Ter o controle sobre as despesas domésticas é fundamental para evitar o endividamento das famílias

Evitar situações financeiras difíceis e endividamentos é possível quando se tem controle sobre os ganhos e as despesas da família. Esta tarefa fica mais fácil com a ajuda de um orçamento doméstico. “Nada mais é do que o registro antecipado das despesas e receitas que a família pretende ter ao longo do mês. Sua finalidade é tentar prever os gastos e os ganhos mensais, para garantir que os primeiros serão devidamente cobertos pelos segundos”, explica Eric Brasil, professor de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP).

Esse tipo de planejamento evita que o dinheiro acabe muito antes do mês terminar e ajuda a adquirir consciência do quanto é possível gastar. “Muitas pessoas fazem essa conta de cabeça. Porém, a maioria acaba se perdendo, porque esquece dos pequenos gastos do dia a dia, que acabam se transformando em valores grandes ao final do mês. Quando você coloca no papel aquele cafezinho que toma todos os dias na padaria da esquina, por exemplo, consegue ver que isso pode representar, no fim do mês, uma parcela grande do seu salário”, explica Valéria Rodrigues Garcia, diretora de estudos e pesquisas da Fundação Procon- SP.

Modo de fazer
O primeiro passo para elaborar o orçamento doméstico é saber o quanto as pessoas que vivem na mesma casa ganham. “Parece óbvio, mas muitas pessoas não sabem exatamente o quanto entra de dinheiro na conta, o valor líquido do salário, aquilo que sobra após os descontos”, diz Valéria. Para fazer essa conta, quem tem renda variável, por causa de bônus ou comissões, precisa trabalhar com uma média de valor. Uma dica é somar o valor total dos últimos seis meses de salário e dividir por seis.

Num segundo momento, com o valor das receitas da família em mente, é hora de anotar em um caderno as despesas fixas, aquelas que precisam ser pagas todos os meses, não importa a época do ano. São exemplos dessas despesas os gastos com aluguel, condomínio, do transporte, da energia elétrica, da água e do telefone, entre outras. Também é preciso considerar as despesas extraordinárias, que acontecem só de vez em quando. É o caso dos gastos extras com alimentação, roupas ou até mesmo passeios.

Para manter a conta no azul até o final do mês, os ganhos devem ser capazes de cobrir todas as despesas. Porém, sem anotar exatamente o que entra e o que sai, é impossível identificar se isso está acontecendo e se todos os seus gastos são realmente necessários. “Em momentos de aperto ou de emergências - quando, por exemplo, é preciso executar alguma manutenção da casa ou comprar remédios em casos de problemas de saúde - a alternativa é focar na diminuição das despesas variáveis”, afirma Álvaro Modernell, especialista em educação financeira e previdenciária.

Além disso, o especialista chama a atenção para a necessidade de se reservar uma parte do que se ganha para pagar essas eventualidades – e, assim, o “rombo” no orçamento não será tão grande quando elas aparecerem. “O ideal é guardar pelo menos 10% do valor do salário logo no dia em que ele cai na conta, para cobrir eventuais necessidades”, finaliza Modernell.

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