O que fazer quando um amigo pedir dinheiro emprestado?

Antes de ajudar amigos ou parentes, é preciso tomar alguns cuidados para não prejudicar a relação nem seu orçamento

Um irmão que está no cheque especial, uma cunhada que precisa fazer um conserto de emergência na casa ou uma amiga que acaba de perder o emprego. O que essas pessoas têm em comum: a necessidade de dinheiro emprestado para lidar com esses imprevistos.

Se você é a “tábua de salvação” das pessoas mais próximas, uma coisa é certa: suas finanças estão num cenário bem mais positivo que a maioria da população brasileira. E isso pode acabar chamando a atenção de amigos e familiares que poderão recorrer a você nos tempos de vacas magras.

Emprestar dinheiro é sempre um risco. Muitos educadores financeiros são enfáticos e dizem que o ideal é não ceder a esse tipo de pedido. Mas sabemos que, na prática, as coisas não são tão simples assim. Se você está no time que não saber negar um favor a alguém, vale a pena refletir sobre alguns pontos antes de abrir a carteira:

Suas contas em primeiro lugar: antes de tomar qualquer decisão, avalie seu orçamento atual e veja se dispor da quantia solicitada não irá atrapalhar suas finanças em médio ou longo prazo. Normalmente, esse tipo de empréstimo não cobra juros e ainda existe o risco de não receber o pagamento. Não adianta ajudar alguém e depois ficar encrencado, não é mesmo?

Analise o perfil de quem pede o dinheiro: antes de considerar o vínculo afetivo, avalie o comportamento da pessoa que está pedindo ajuda. Trata-se de um problema pontual? Uma emergência? Se sim, um empréstimo poderá ser de grande valia neste momento difícil. Agora, quando se trata de alguém com um histórico de problemas financeiros, sempre com a “corda no pescoço”, existe um sério risco de sua ajuda apenas “apagar um incêndio” e o pior: a pessoa não conseguir se organizar para lhe pagar.  Pedir uma segunda opinião nesses casos também pode ajudar na decisão.

Defina valores e prazos para pagamentos: educadores financeiros lembram que emprestar dinheiro sem um prazo definido é um dos principais erros na hora de ajudar pessoas próximas. O famoso “me pague quando puder” é a pior estratégia. Antes de entregar o dinheiro, estipule um prazo para devolução, datas para recebimento, etc. Como diz o ditado “o combinado não sai caro”. A falta de comunicação pode virar uma “saia justa” e colocar o relacionamento em risco.

Mantenha uma relação transparente: não tenha medo de pedir informações para seu amigo ou parente. Você tem todo direito de saber o que pessoa pretende fazer com o dinheiro. Evite mensagens telefônicas ou e-mails e converse sobre o assunto pessoalmente. Estabeleça regras e faça um acordo por escrito.

Atrasos podem acontecer: caso perceba que a pessoa segue com dificuldades financeiras, uma saída é flexibilizar a dívida, diminuindo o valor das parcelas, por exemplo. Melhor receber pouco do que nada.

Mesmo tomando todos esses cuidados, a situação pode complicar e você terá que decidir sobre o que é mais importante: receber o dinheiro ou manter a boa convivência com a pessoa. Em alguns casos, você pode chegar a conclusão de que o melhor é esquecer a dívida.

 

 

 

 

 

Tags: economia na prática finanças organização financeira

Veja mais