Especialistas dão dicas de investimento para cada etapa da vida

O padrão de consumo das pessoas varia de acordo com a idade e com o rendimento mensal, entre outros aspectos. O mesmo deve acontecer com os investimentos

O padrão de consumo das pessoas varia de acordo com a idade e com o rendimento mensal, entre outros aspectos. O mesmo deve acontecer com os investimentos: para cada faixa etária, é preciso ter um plano diferente de aplicações financeiras, que levem em consideração fatores como o tempo de vida laboral. Para ajudar você a traçar suas estratégias, conversamos com os especialistas Conrado Navarro, autor do livro “Dinheiro é um santo remédio” e consultor financeiro; e Humberto Veiga, doutor em Economia e autor do livro “Case com seu banco com separação de bens”.

Aos 20 anos
Ser jovem significa ter mais tempo para se recuperar de uma possível perda financeira, mas isso não quer dizer que os riscos não devam ser calculados. “Em qualquer faixa etária, o ideal é manter de 60% a 70% de seus investimentos em produtos financeiros de baixo risco”, afirma Navarro. Entre as opções mais conservadoras para essa fase estão os títulos públicos do Tesouro Direto e o CDB. A poupança também é uma opção, mas tem tido rendimento baixo. Por isso, vale mais para quem precisa criar o hábito de poupar. Para o dinheiro a ser destinado a aplicações mais arrojadas, valem ações e fundos de ações.

Aos 30 anos
Gastos maiores são características dessa fase, na qual se costuma constituir família e investir na carreira. “A capacitação profissional não deixa de ser um investimento. Ela será responsável por uma renda maior no futuro, então, deve ser considerada”, explica Navarro.

Esse é o momento, também, para começar a pensar na aposentadoria. Investir em Tesouro Direto e previdência privada é mais seguro e traz bons resultados a longo prazo.  Se houver ainda a possibilidade de destinar uma renda para outros tipos de investimentos, a dica é manter a regra de colocar apenas 30% a 40% de suas apostas em opções mais arrojadas. Entre elas, além das ações e fundos de ações, entram também os imóveis.

Aos 40 anos
Essa etapa da vida costuma contar com carreira já consolidada e maior renda. Como se tem menos tempo até a aposentadoria, o ideal é buscar investimentos mais seguros, como títulos públicos, previdência privada, renda fixa, letras de crédito e CDB. Mas é possível, ainda, aplicar em produtos financeiros de maior risco e rentabilidade, sem abrir mão totalmente da segurança. Boas alternativas para isso são os fundos multimercados, que misturam renda fixa e aplicações mais arrojadas.

A partir dos 50 anos
Esse é o momento de economizar ao máximo para engordar a renda na aposentadoria. O ideal é manter a maior parte dos investimentos em aplicações mais conservadoras de renda fixa. Se a situação financeira for confortável e você tiver perfil para investimentos mais ousados, pode destinar uma pequena parte, cerca de 20%, a fundos imobiliários e ações, mas sempre buscando informações, antes de optar por qualquer investimento.

Tags: aposentadoria futuro idade investimentos

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