Empréstimo pessoal: quando devemos contar com ele?

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Poupar para pagar à vista é um ideal que devemos perseguir. Mas isso não significa que assumir algumas dívidas a prazo seja um problema. Na verdade, o parcelamento se torna um mau negócio quando você perde o controle da sua situação financeira e já não consegue mais efetuar o pagamento das contas em dia.

Para acabar com os problemas ocasionados pelo uso do cartão ou cheque, ou mesmo para saldar parcelas que o seu ganho não consegue mais cobrir, recorrer a um empréstimo pode ser uma saída. “Uma boa alternativa é o crédito pessoal consignado, uma espécie de financiamento que possui taxas de juros menores”, aconselha Rodrigo Zeidan, professor de economia e finanças da Fundação Dom Cabral.

Ainda assim, é preciso cautela antes de assinar os papéis. “Ao buscar qualquer linha de crédito, reflita se a medida é realmente necessária. Se for uma saída para um problema emergencial, tudo bem. Porém, se a ideia for usar o empréstimo para uma compra que nem é tão urgente, melhor repensar”, aconselha Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira.

E, por falar em medida emergencial, recorrer ao empréstimo pessoal também é uma solução quando ocorrem imprevistos, como problemas de saúde, defeitos sérios no carro, na casa ou mesmo em um eletrodoméstico caro. “Se a sua geladeira quebrou e não tem conserto, por exemplo, e você não tem dinheiro para comprar uma nova à vista, obter um empréstimo consignado para este fim é a melhor e mais barata alternativa”, garante Vertamatti, da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade.

Já o professor de economia e finanças Milton Pignatari, da Universidade Mackenzie, ressalta que, para utilizar o crédito de forma saudável, a pessoa deve estar consciente de quanto possui para adquirir o que precisa, sem perder o controle das contas. “Para saber o valor que pode ser comprometido no crédito, o recomendado é fazer um planejamento em cima da renda. O ideal, para não comprometer a situação financeira, é destinar 20% da renda e não ultrapassar os 30%”, diz.

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