Decidiu comprar uma moto? Saiba como chegar ao melhor custo-benefício

Antes de fechar negócio, é importante analisar bem o tipo de veículo que vai comprar

Para quem quer dar adeus ao transporte público lotado, às longas caminhadas e até mesmo para quem precisa de um veículo para usar no trabalho, investir em uma motocicleta pode ser uma ótima alternativa. Isso porque além de ter um preço mais acessível para a compra em comparação a um carro, as despesas com a manutenção da moto também são significativamente menores.

Porém, antes de fechar negócio, é importante analisar bem o tipo de veículo que vai comprar e, principalmente, as suas condições financeiras no momento.

Em primeiro lugar, lembre-se de que, independentemente do veículo ser novo ou usado, além do valor da parcela da compra, você terá de arcar com as despesas de IPVA, licenciamento, combustível, além de prever uma reserva para os acessórios, como capacete e roupa de chuva. Como se não bastasse, há que computar, ainda, o valor do seguro do veículo. “O roubo de moto é muito frequente. Por isso, os custos com seguro podem ser mais altos”, alerta Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC).

Se optar por uma moto usada, vale considerar que provavelmente o valor da revenda será menor e que há a possibilidade de ter de arcar com gastos extras referentes à manutenção e despachante. Afinal, é fundamental que seja verificada a procedência do veículo, se não há multas pendentes ou algum tipo de restrição ao uso.

Ainda assim, caso a moto esteja bem conservada, o negócio é uma boa opção para quem tem pouca grana e precisa com urgência do veículo. “Motos usadas são mais baratas. Os gastos com seguro e licenciamento também são menores, já que estes são calculados com base no valor em que o veículo está avaliado”, explica Miguel. Motos de até 50 cilindradas são ainda melhores para quem deseja economizar. “Elas são econômicas e menos visadas para roubo, já que são menos velozes”, afirma o especialista da ANEFAC.

Na ponta do lápis
Para ter ideia das despesas mensais que terá com a compra de uma motocicleta, Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo de estudos e pesquisas econômicas da ANEFAC, ensina uma conta simples. “Se for adquirir uma motocicleta de R$ 3.490 e financiá-la integralmente, em 36 vezes, pagando uma taxa de juros de 2,5% ao mês, o valor da parcela será de aproximadamente R$ 148,16. Já o gasto com IPVA, que pode ser dividido em três vezes, será de 2% sobre o valor do veículo, ou seja, R$ 69,80. As despesas com seguro, por sua vez, chegam a ser de até 10% do valor da moto, o que resultaria em R$ 349, quantia que geralmente pode ser dividida em até sete parcelas. Além disso, um motociclista econômico, e que utilize apenas um tanque de gasolina por mês, gastará mais R$ 28 com combustível, em média. O que resultaria numa despesa de aproximadamente R$ 250 logo no primeiro mês, isso sem considerar os gastos com licenciamento e estacionamento”, exemplifica o especialista.