Brasil é ultrapassado e não é mais 7ª economia do mundo

Indonésia ocupa posição que outrora foi brasileira

O Brasil perdeu o posto de 7ª economia do mundo e sua participação global é a pior em 38 anos. Os dados pertencem ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e foram divulgados no último dia 19. O ano de 2018 é o sétimo consecutivo em perda de participação na economia mundial para o Brasil. Hoje o país tem apenas 2,5% da produção de bens e serviços, diferente dos  4,4% registrado em 1980. Em 2011, o índice atingiu 3,1% e esse percentual vem despencando desde então. Números suficientes para que a Indonésia ultrapasse o Brasil e se torne a nova 7ª colocada.

A causa mais creditada a queda no ranking é o desequilíbrio fiscal, onde a reforma da previdência é tida como urgente e necessária para a resolução do problema.

Se comparados a alguns vizinhos durante a crise mundial, a situação do Brasil é a mais caótica. Países como Colômbia, Chile e Uruguai conseguiram manter-se estáveis em participação no PIB mundial. Nações como Turquia, Malásia, Vietnã e a própria Indonésia aumentaram seus índices no mesmo período.

A estimativa no mercado de crescimento do PIB brasileiro é de 1,71%. Oitava vez consecutiva avaliado por baixo. É desanimador se olharmos para o número de 2,6%, um pequeno crescimento apontado em janeiro. Pelas perspectivas do FMI, a tendência de perda de espaço do Brasil perdurará até 2024, onde a parcela do país na economia mundial recuará para 2,3%, em paridade do poder de compra (PPC).

Mas esse movimento de encolhimento não é exclusividade brasileira. Desde 1980, gigantes da economia vêm perdendo seu espaço para a China, que teve suas taxas de crescimento atingindo dois dígitos. Todavia, em outras esferas comparativas, como a análise de países emergentes na atual década, a situação brasileira é escancarada como peculiar e bastante particular.

Desde 2010, a perda de 0,64 ponto de participação do país no PIB global foi somente inferior aos números de Estados Unidos e Japão, quando estes viviam no cenário de crise de 2008 e tiveram baixíssimo crescimento registrado em relação às taxa global.

Estes, porém, possuem economias avançadas e índices de renda per capita elevados, sem estarem sujeitos às oscilações de diferentes ciclos econômicos relacionados à estabilidade do progresso em indicadores sociais como a pobreza.

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