5 passos para uma Comunicação Não-Violenta

A prática é uma ajuda e tanto nas relações interpessoais

Quantas vezes perdemos a razão numa discussão só pela forma que falamos? Seja uma frase grosseira, um tom mais alto, um palavrão e tudo aquilo que você gostaria de dizer se transforma em uma grande violência. É buscando resolver esse tipo de conflito que foi criada a expressão Comunicação Não-Violenta (CNV) pelo psicólogo Marshall Rosenberg.

A criação do conceito foi tão longe que nasceu o livro “Comunicação Não-Violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, onde o autor dá uma verdadeira aula de como aperfeiçoar essa forma de comunicar. Nele você encontra recomendações e exercícios que podem mudar sua forma de ver a vida, uma leitura interessante.

O termo nada mais é que falar e ouvir de maneira afetiva, como o próprio psicólogo diz, se entregar de coração durante a comunicação e ser o mais humano possível. É agir de forma compassiva e consciente. Na teoria é uma experiência interessante, mas você deve estar se perguntando: como faço isso no dia a dia?

Quando alguém bate no seu carro na hora do rush, naquele desentendimento com a pessoa que você gosta ou até mesmo quando o chefe pede uma entrega às 18h de uma sexta-feira fica muito difícil manter toda essa tranquilidade que Marshall sugere. Contudo, tudo é uma questão de praticar.

A CNV não traz nada de novo para o ser humano, é somente uma forma de fazer com que as habilidades e técnicas de comunicação sejam mais suaves, abandonando velhos padrões de julgamentos e críticas.

Confira algumas dicas de como adaptar a CNV no seu cotidiano:

  1. Comece por você: antes mesmo de chegar à relação interpessoal, é necessário que você se comunique bem consigo mesmo. Isso começa desde o pensamento até como você trata seus sentimentos. A forma como você lida com tudo isso reflete na sua comunicação com o meio externo.
  2. Ouça mais: a CNV requer uma atenção especial à audição. Muitas vezes, na correria da vida não nos concentramos no que o outro tem a dizer. Neste caso, ouvir atentamente pode mudar sua maneira de responder e, consequentemente, te ajuda a abrir mão da violência na comunicação.
  3. Livre-se do certo ou errado: Marshall considera que o conceito de certo e errado no qual estamos acostumados dificulta a comunicação e dá margem para julgamentos. Passamos a criar em nossa mente rótulos, como pessoas boas ou ruins, normais ou anormais e por aí vai. Por isso, devemos deixar de analisar os outros e só focar na comunicação natural em si.
  4. Tenha consciência da sua raiva: em situações de violência ou estresse o primeiro sentimento à dar as caras é a raiva. Contudo, o autor considera que a raiva nada mais é que uma necessidade que não está sendo atendida. E o nosso papel como ser humano é identificar que necessidade é essa. É uma espécie de despertar. Neste caso, o recomendado é saber o motivo dessa raiva e dar lugar à satisfação dessa necessidade. Tudo está no nosso pensamento.
  5. Nossos sentimentos são de nossa responsabilidade: isso é muito comum de ouvir em uma sessão de terapia, por exemplo. O fato é que na CNV esse é um fator primordial, assumir a responsabilidade do que se sente faz com que você mesmo resolva suas questões. O importante é entender que o que os outros fazem não é a causa do seu próprio sentimento.

Gostou das dicas? Agora é só praticar a CNV no seu dia a dia e lembrar que você é o único responsável pela própria vida.

Tags: comunicação qualdiadedevida relacionamentos

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